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CURIOSIDADE

ORIGENS DA SOJA: Da antiguidade à revolução econômica global

De alguma maneira estamos retribuindo, em quantidade e qualidade, aquilo que o continente asiático nos ofertou há milênios

17 janeiro 2022 - 14h19Por *Pantanal Agrícola/Agência Rural

Uma planta versátil, resiliente e com atribuições únicas. A soja que vemos, hoje, crescendo nos campos do Brasil, é responsável por grandes transformações na nossa economia.

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Grande parte do faturamento nacional com as exportações vêm das vendas da soja, principalmente das negociações no mercado asiático, que representa cerca de 70% da demanda.

Em 2021, dados da balança comercial brasileira, revelam que os embarques de soja para o exterior chegaram aos 86,63 milhões de toneladas. Número bem maior se comparado ao último recorde, registrado em 2018, quando as vendas internacionais do produto somaram 83,7 milhões de toneladas.

Atualmente é uma das principais commódities globais, com produção de 365,5 milhões de toneladas na safra 20/21. E a previsão é de um volume ainda maior na safra 21/22. O relatório do Sistema de Informação do Mercado Agrícola (AMIS), órgão do G-20, estima a produção mundial para a safra atual em 382,3 milhões de toneladas.

Coincidência ou não, o fato é que - de alguma maneira - estamos retribuindo em quantidade e qualidade aquilo que o continente asiático nos ofertou há milênios. Para quem ainda não sabia, a soja que conhecemos, teve suas origens "do outro lado do mundo".

Entender sobre a construção da história é parte fundamental para a base de nosso conhecimento e para que tenhamos condições de argumentar, dialogar sobre os assuntos à nós dirigidos. Por isso, a Agência Rural e a Pantanal Agrícola replicam aos seus leitores, um pouco da história da leguminosa, contada pela Embrapa Soja. Boa leitura!

As origens, por Embrapa Soja:

A soja que hoje cultivamos é muito diferente dos seus ancestrais, que eram plantas rasteiras que se desenvolviam na costa leste da Ásia, principalmente ao longo do rio Yangtse, na China.  Sua evolução começou com o aparecimento  de plantas oriundas de cruzamentos naturais entre duas espécies de soja selvagem que foram domesticadas e melhoradas por cientistas da antiga China.

As primeiras citações do grão aparecem no período entre 2883 e 2838 AC, quando a soja era considerada um grão sagrado, ao lado do arroz, do trigo, da cevada e do milheto. Um dos primeiros registros do grão está no livro "Pen Ts'ao Kong Mu", que descrevia as plantas da China ao Imperador Sheng-Nung. Para alguns autores, as referências à soja são ainda mais antigas, remetendo ao "Livro de Odes", publicado em chinês arcaico.

Até aproximadamente 1894, término da guerra entre a China e o Japão, a produção de soja ficou restrita à China. Apesar de ser conhecida e consumida pela civilização oriental por milhares de anos, só foi  introduzida na Europa no final do século XV, como curiosidade, nos jardins botânicos da Inglaterra, França e Alemanha.

Na segunda década do século XX, o teor de óleo e proteína do grão começa a despertar o interesse das indústrias mundiais. No entanto, as tentativas de introdução comercial do cultivo do grão na Rússia, Inglaterra e Alemanha fracassaram, provavelmente, devido às condições climáticas desfavoráveis.

No Brasil

No final da década de 60, dois fatores internos fizeram o Brasil começar a enxergar a soja como um produto comercial, fato que mais tarde influenciaria no cenário mundial de produção do grão. Na época, o trigo era a principal cultura do Sul do Brasil e a soja surgia como uma opção de verão, em sucessão ao trigo. O Brasil também iniciava um esforço para produção de suínos e aves, gerando demanda por farelo de soja. Em 1966, a produção comercial  de soja já era uma necessidade estratégica, sendo produzidas cerca de 500 mil toneladas no País.

A explosão do preço da soja no mercado mundial, em meados de 1970, desperta ainda mais os agricultores e o próprio governo brasileiro. O País se beneficia de uma vantagem competitiva em relação aos outros países produtores: o escoamento da safra brasileira ocorre na entressafra americana, quando os preços atingem as maiores cotações. Desde então, o país passou a investir em tecnologia para adaptação da cultura às condições brasileiras, processo liderado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

Os investimentos em pesquisa levaram à "tropicalização" da soja, permitindo, pela primeira vez na história,  que o grão fosse plantado com sucesso, em regiões de baixas latitudes, entre o trópico de capricórnio e a linha do equador. Essa conquista dos cientistas brasileiros revolucionou a história mundial da soja e seu impacto começou a ser notado pelo mercado a partir do final da década de 80 e mais notoriamente na década de 90, quando os preços do grão começaram a cair. Atualmente, os lideres mundiais na produção mundial de soja são os Estados Unidos, Brasil, Argentina, China, Índia e Paraguai.

(Texto extraído, na íntegra, do portal da Embrapa Soja, em 17/01/22, às 12h37 - MS)

* Conteúdo: Pantanal Agrícola / Agência Rural

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