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DEFESA AGROPECUÁRIA

Ministério debate plano estratégico para erradicação da peste suína clássica na zona não livre do país

A erradicação é importante porque há risco de introdução do vírus na zona livre da doença, podendo levar à suspensão do status sanitário e prejudicar as exportações de produtos da suinocultura

05 agosto 2019 - 15h05Por Mapa*

O Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), promoverá nesta semana (dias 6 e 7), em Brasília, reunião de avaliação do plano estratégico para vigilância, controle e erradicação da peste suína clássica na zona não livre do Brasil. Esta área é formada pelos estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima, que serão representados pelas Superintendências Federais de Agricultura e pelos Serviços Veterinários Estaduais.

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Durante a reunião, serão discutidas ações técnicas a serem implementadas no plano estratégico para controle e erradicação da doença no país. A erradicação da peste suína clássica é importante porque há risco de introdução do vírus na zona livre da doença, podendo levar à suspensão do status sanitário e, com isso, prejudicar as exportações brasileiras de produtos oriundos da suinocultura.

O Ministério irá lançar um programa de erradicação da peste suína clássica e, com esse objetivo, foi criado grupo de trabalho para sua elaboração. Hoje, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste são livres da PSC, além da Bahia e Sergipe, na região Nordeste, e Acre, Rondônia, Tocantins e parte do Amazonas na região Norte.

A PSC é uma doença que não é transmitida aos humanos, mas traz grandes prejuízos econômicos para a suinocultura. A contenção de focos da doença inclui a eliminação dos rebanhos diretamente atingidos, além daqueles localizados em áreas próximas à ocorrência.

Atualmente, é proibido o trânsito de suínos da zona não livre para os estados livres da doença. Barreiras de fiscalização são montadas nas divisas dos estados que compõem a zona livre para impedir o ingresso de animais e produtos de risco a partir da área não livre da doença. A Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério diz que será necessário realizar um programa de vários anos para erradicar a PSC do território nacional, assim como foi feito, com sucesso, em relação à febre aftosa que atinge bovinos, além de suínos e pequenos ruminantes.

Desde outubro de 2018, foram confirmados 1.365 casos de animais com PSC e foram destruídos 3.146 suínos. Foram registrados 64 focos de PSC na área não livre, dos quais 62 foram eliminados e dois estão em fase de eliminação.

O Ceará teve 48 focos da doença. O Piauí teve 16 focos. Nos dois estados os focos foram registrados em animais de criação extensiva, não tecnificada, em criações de subsistência. Os focos correspondem as propriedades envolvidas e os casos aos suínos propriamente ditos.

* Por: MAPA

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