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BOLETIM DO SUÍNO

Cotações do suíno vivo caem em janeiro, enquanto valores dos principais insumos da atividade sobe

Veja os detalhes na análise dos pesquisadores do Cepea

16 fevereiro 2021 - 08h37Por Cepea/Esalq-Usp*

Os preços do suíno vivo recuaram em janeiro, enquanto os do milho e do farelo de soja, importantes insumos consumidos na atividade, subiram. É o que mostra o Boletim do Suíno, referente ao mês de janeiro de 2021, elaborado pelos técnicos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - Cepea/Esalq/Usp. Segundo relaório, o poder de compra dos suinocultores frente ao milho e ao derivado da soja caiu frente ao registrado em dezembro de 2020.

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Veja análise da equipe:

Vale ressaltar que esse foi o quarto mês seguido de queda no poder de compra do produtor. Para o suinocultor do interior do estado de São Paulo, considerando-se o suíno comercializado no mercado independente da região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) e o milho na região de Campinas (Indicador ESALQ/BM&FBovespa), foi possível a compra de 5,14 quilos de milho com a venda de um quilo de animal na média de janeiro, expressiva baixa de 13,5% frente a dezembro.

Quanto ao farelo de soja negociado no mercado de lotes de Campinas, a queda mensal no poder de compra foi de 9,8%, sendo possível ao produtor adquirir 2,59 quilos do derivado com a venda de um quilo de suíno na média de janeiro.

No Oeste Catarinense, foi possível ao suinocultor a compra de 5,36 quilos de milho com a venda de um quilo de suíno na média de janeiro, forte redução de 11,2% frente à quantidade observada em dezembro. Frente ao farelo de soja, o recuo mensal no poder de compra do suinocultor foi de 8,4%, sendo possível a compra de 2,87 quilos do derivado com a venda de um quilo do animal na média do mês.

Segundo levantamento da Equipe Grãos/Cepea, em janeiro, o preço do milho (Indicador ESALQ/BM&FBovespa) renovou o recorde nominal da série, iniciada em 2004. O baixo estoque brasileiro, a queda na produção, e o preço elevado das exportações do cereal impulsionaram os valores domésticos.

Em janeiro, o milho registrou média de R$ 83,65/saca de 60 kg na região de Campinas, forte avanço de 11% frente a dezembro. No mercado de lotes da praça de Chapecó (SC), o cereal foi negociado na média de R$ 87,16/sc em janeiro, aumento de 9,2% frente a dezembro.

No mercado de farelo de soja, as cotações também renovaram o recorde nominal da série, iniciada em 2004, e os preços de janeiro dobraram frente ao observado no mesmo mês de 2020. Com o valor da soja em alta e as demandas interna e externa pelo farelo aquecidas, os preços do derivado se elevaram no Brasil. De dezembro a janeiro, as cotações deste insumo subiram 6,7% em Campinas e 6,1% em Chapecó, com as médias de janeiro a R$ 2.774,78/tonelada na praça paulista e a R$ 2.720,52/t na catarinense.

* Conteúdo: Cepea/Esalq-Usp

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