Menu
Busca sexta, 07 de maio de 2021
(67) 99874-0557
Programa de fidelização banner
AFTOSA

Carretas que transportam bovinos serão rastreadas em MS

Governo do Estado criou uma Reserva Financeira para Ações de Defesa Sanitária Animal

02 agosto 2019 - 08h01Por Agro Agência*

Sem citar datas para a iniciativa o diretor presidente da Agência Estadual de Defesa Animal e Vegetal (Iagro), Daniel Ingold, apresentou a produtores rurais, na última quarta-feira (31), o projeto que rastreará caminhões que transportam gado vivo em Mato Grosso do Sul. Segundo Ingold, a ação contribuirá diretamente com o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA). O evento ocorreu na sede da Famasul.

continua depois da publicidade
A DE ABELHA - ALFABETIZAÇÃO 02
continua depois da publicidade
A DE ABELHA - ALFABETIZAÇÃO

“Já temos uma sala reservada na Iagro para operacionalizar. A ideia é desenvolver um sistema de rastreabilidade para todos os caminhões que circulam no Estado, usando a tecnologia para o bem e de forma simples”, explica Ingold ao detalhar que os caminhões serão monitorados desde a emissão da Guia de Transporte Animal (GTA), por meio de um aplicativo no celular e sinalizará anormalidades, como paradas suspeitas e desvio de rota.

O presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRCG), Alessandro Coelho, elogiou a iniciativa, mas alerta para a necessidade de testes. “A longo prazo somará muito a Mato Grosso do Sul, principalmente no monitoramento de caminhões que vêm de outros estados e países vizinhos. Certamente precisaremos de uma fase de testes, por conta do sinal que proporciona a comunicação. Mas contribuirá, sem dúvida, para o status livre de aftosa, sem vacinação”.

Ele ainda lembra do Fundo Emergencial da Febre Aftosa – FEFA, que foi gerido de forma autônoma. “Lembro que a verba era sujeita à auditoria do TCE, ação que poderia ser restaurada para a criação de um novo Fundo Privado”, sugere.

Atualmente o Governo do Estado de MS conta com a Reserva Financeira para Ações de Defesa Sanitária Animal – Refasa, com o valor de R$ 2,6 milhões.

Durante o evento, o presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito, destacou que Mato Grosso do Sul avançou significativamente nos últimos 20 anos na produção de alimentos e que a vacinação contra a febre aftosa é mais uma etapa a ser vencida. “Precisamos superar essa questão para avançarmos para um novo patamar, então este é o momento de aprendermos como reagir diante de situações imprevistas, que é o mais importante. Temos que pensar na nossa segurança alimentar”, afirma. 

Já o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, alertou que o ponto fundamental neste momento são as ações em andamento pelo poder público em contato com a cadeia produtiva. “Mas tudo isso precisa passar de forma efetiva pelo produtor rural, que é quem trabalha e ganha dinheiro com gado. Estamos trabalhando para não ter nenhum problema nesse período de retirada da vacina e, entre 2021 e 2023 conseguir erradicar a doença sem vacinação e sem problemas. Precisamos de um trabalho conjunto entre os setores para ouvir todos e evitar qualquer imprevisto”, finaliza Verruck.

Fonte: Agro Agência

Deixe seu Comentário

Leia Também

RECURSOS HÍDRICOS
MS mantém destaque nacional no cumprimento de metas da ANA na gestão de recursos hídricos
ENERGIA
Semagro entrega licença de operação para usina inédita movida a biomassa de eucaliptos
TECNOLOGIA
Sem tratamento antifúngico adequado, pecuarista pode perder até um terço da silagem
ECONOMIA
Valor da Produção Agropecuária de 2021 deve ser 12,4% maior que o do ano passado
INOVAÇÃO
Empresário cria cerveja à base de soja
BOLETIM DO SUÍNO
Cotações do suíno vivo caem em janeiro, enquanto valores dos principais insumos da atividade sobe
INTERNACIONAL
Chamada pública conjunta entre Brasil e Alemanha recebe propostas de projetos de bioeconomia
ANÁLISE CEPEA
Exportações de carne suína recuam em janeiro de 2021
MERCADO DO BEZERRO
Indicador do bezerro, em Mato Grosso do Sul, valoriza 60,6% em 12 meses
COLHEITA DA SOJA
Com atraso, agricultores de MS começam a colheita