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GENEBRA

Na OMC, ministra diz que organização é fundamental para comércio internacional justo

Tereza Cristina participou também do World Cotton Day, na sede da OMC

07 outubro 2019 - 14h59Por MAPA*

Em evento na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) destacou nesta segunda-feira (7) que a entidade “segue como o mais importante fórum para que se alcancem soluções equitativas e para que se construa uma economia global saudável no século XXI”.

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Como exemplo, Tereza Cristina citou os resultados da 10ª Conferência Ministerial, realizada em 2015 em Nairóbi, quando os países-membros concordaram em eliminar os subsídios à exportação de produtos agrícolas. “A decisão foi um marco para o comércio internacional e reafirmou o papel central da OMC na governança do comércio internacional", disse.

No entanto, ministra defende que é preciso buscar novos resultados. "A reforma da OMC reveste-se de grande prioridade. As disciplinas da organização devem ser fortalecidas, de forma a contemplar questões essenciais para a busca de um mercado aberto, justo e transparente”. 

Além do evento, a ministra reuniu-se com o diretor-geral da organização, Roberto Azevêdo. Ela também participou de encontros com representantes dos Estados Unidos, embaixador Dennis Shea, e do setor de algodão do Brasil.

Dia Mundial do Algodão

Pela manhã, Tereza Cristina participou da sessão plenária do World Cotton Day (Dia Mundial do Algodão), na sede da OMC, e destacou a importância da cultura do algodão para a economia e o desenvolvimento social no Brasil. 

“O PIB da cadeia produtiva do algodão do Brasil é de cerca de US$ 74,11 bilhões, considerando as vendas de produtos de confecção. A cadeia gera emprego e renda para 1,2 milhão de trabalhadores”, disse 

A ministra ressaltou que o "bom funcionamento do comércio internacional, sem distorções, é fundamental para o desenvolvimento de setores produtivos agrícolas, como o do algodão. Por essa razão, o Brasil tem sido um membro ativo na OMC, sempre buscando fortalecer o papel conciliador da organização, pautado por isenção e equidade”. 

Ela reafirmou o comprometimento do setor produtivo brasileiro com a sustentabilidade ambiental, lembrando que o Brasil é líder mundial na certificação socioambiental de algodão, com mais de 80% da produção certificada.

A ministra lembrou que, em 20 anos, a produção nacional de algodão cresceu 226% e, na safra 2017/18, o Brasil colheu 2,2 milhões de toneladas de pluma, 11% da produção mundial.

O país é o terceiro maior exportador de algodão, com participação de 10% das exportações mundiais, totalizadas no último ano em US$ 15 bilhões. “Confirmadas as projeções de crescimento de 20,5% na próxima década, o Brasil deverá expandir sua fatia para 15% do mercado exportador”, disse a ministra. 

*Fonte: MAPA

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