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Colheita de soja chega ao fim em MS com queda de 11,4% na produção

Nesta safra 2018/2019, produção estimada do grão é de 8,605 milhões de toneladas, contra 9,584 milhões de toneladas do ciclo anterior, aponta Siga.

03 abril 2019 - 14h25Por Agência Rural

A colheita de soja da safra 2018/2019 chegou ao fim em Mato Grosso do Sul. Dados do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga MS) apontam que, no dia 29 de março, a área colhida do grão alcançou 100% em todas as regiões do estado. Neste ciclo, a produção estimada é de 8,605 milhões de toneladas em área plantada de 2,840 milhões de hectares. A produtividade média deve manter-se em 50,5 sacas por hectare.

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Segundo o Siga MS, houve queda de 11,44% no volume de produção da oleaginosa em comparação com a safra 2017/2018, que totalizou 9,584 milhões de toneladas.

Inicialmente, a expectativa era de crescimento neste ciclo produtivo, com volume estimado em pouco mais de 10 milhões de toneladas. Tanto é que a área plantada cresceu 5,18% de uma safra para outra, saltando de 2,7 milhões para 2,840 milhões de hectares. Porém, a ocorrência de estiagens afetou a produtividade das lavouras.

“Em mais um ano, a questão climática influenciou o cultivo da soja. A estiagem vai impactar nos números finais da safra de soja, em contrapartida notamos um avanço na área plantada com o grão, de forma eficiente. São números que estão em levantamento e vão apontar algumas mudanças no cenário, mas reafirmando, a necessidade do uso de tecnologia e manejo adequados. ‘Manejo Integrado de Pragas’ precisa ser palavra de ordem”, afirmou o presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), Juliano Schmaedecke.

Neste ciclo, a produtividade média de soja está estimada em 50,5 sacas por hectare, número menor que os registrados nos dois períodos anteriores (59,17 e 56,1 sacas por hectare, respectivamente) e igual ao da safra 2015/2016.

O diretor-executivo da Aprosoja/MS, Frederico Azevedo, destacou que é necessário entender o que aconteceu neste ciclo para orientar o produtor para o próximo. “Tem que cruzar dados de praga e produtividade com o que a Fundação MS e Fundação Chapadão têm mapeado nas pesquisas, para casar as duas áreas e auxiliar melhor o produtor nas próximas safras”.

De acordo com estimativas do Siga MS, a colheita do grão terminou um pouco mais cedo neste ano. Em 2018, a porcentagem de área colhida era de 96,3% em 29 de março e só chegou à totalidade na primeira semana de abril.

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