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AGRICULTURA

Aprosoja/MS identifica avanço na qualidade dos fertilizantes utilizados na soja

23 maio 2022 - 19h02Por Aprosoja/MS

Os técnicos da Aprosoja/MS - Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul, trabalharam no levantamento sobre a qualidade dos fertilizantes utilizados na safra de soja 2021/2022. O resultado apontou para um avanço na qualidade de aproximadamente 11%, em relação aos fertilizantes utilizados no ciclo anterior da oleaginosa.

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Do total de 112 amostras coletadas em 71 propriedades rurais, distribuídas nas principais regiões produtoras de grãos de Mato Grosso do Sul, apenas 16 amostras apresentaram irregularidades, quando comparadas com a tabela de variação de percentuais admissível, de acordo com a Instrução Normativa nº 53, de 23 de outubro de 2013, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA. Na análise anterior, da safra 2020/2021, foram avaliadas 98 amostras pelo estado, e encontradas irregularidades em 25,50%.

NPK, MAP e o KCL foram os elementos avaliados, que em determinadas circunstâncias, apresentaram divergência. No caso do NPK os elementos que apresentaram divergência foram o potássio, o nitrogênio e fósforo, nos respectivos percentuais: 53%, 20% e 27%. Quanto ao MAP, nitrogênio e fósforo, foram as divergências encontradas, com 67% e 33%. Já o KCL passou praticamente ileso na avaliação, apresentando 97,8% de regularidade entre suas amostras.

“A finalidade do projeto é mostrar ao produtor a importância da análise, não só dos fertilizantes, mas de tudo que se compra e entra na fazenda. Do combustível e semente ao defensivo. É preciso analisar tudo, para saber se o que está recebendo é de fato o que se comprou, principalmente quanto aos insumos como os fertilizantes, devido aos altos custos”, destaca o presidente da Associação, André Dobashi.
“Na safra anterior, quando analisamos os fertilizantes, identificamos 25,5% de irregularidades entre os fertilizantes avaliados, e fizemos uma divulgação frente às principais cooperativas do estado e às multinacionais que fazem a distribuição desses produtos. Então houve não só a preocupação quanto a qualidade, mas uma cobrança maior no que diz respeito à armazenagem, transporte e embalagem desses produtos, seja na indústria, nas revendas e ambientes onde há estoque”, completa Dobashi.

Para realizar a coleta, os técnicos foram treinados conforme procedimentos baseados na Instrução Normativa nº 53, de 23 de outubro de 2013. No levantamento foram utilizados equipamentos: calador, quarteador, balança de precisão, sacos plásticos para identificação das amostras e balde.

Todas as amostras coletadas foram identificadas e enviadas a um laboratório certificado, seguindo a metodologia de análise do MAPA.

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