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MALHA FLUVIAL

Ampliação da malha fluvial deve valorizar grãos de MS, afirma Aprosoja/MS

Setor produtivo aposta na expansão do uso da hidrovia do Paraguai. A estratégia é baratear os custos de transporte e fortalecer a relação com mercados externos

02 abril 2019 - 16h30Por Agência Rural

Porto Murtinho está em vias de se tornar o maior polo exportador de Mato Grosso do Sul, com a perspectiva de ter quatro portos em operação nos próximos anos. A expansão do uso da hidrovia do Paraguai, além de baratear os custos de transporte e valorizar os grãos, fortalece a relação com mercados externos e abre caminho para a importação de insumos. Esta é a avaliação do presidente da Associação de Produtores de Soja de MS (Aprosoja/MS), Juliano Schmaedecke.

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"Atualmente nós usamos entre 10% e 15% da capacidade fluvial do Estado para exportação e apesar de ainda existir alguns entraves fitossanitários para romper, precisamos alinhar forças e interesses para usar melhor esse modelo tão eficiente que está a nossa disposição", afirma o presidente da Aprosoja MS ao defender o modal como alternativa ágil e viável para desafogar o sistema rodoviário.

Conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), em 2018 foram exportadas 439 mil toneladas de soja pelo terminal portuário e importadas 2 mil toneladas de fertilizantes. Nas exportações o crescimento chegou a 138% em relação a 2017. A Argentina é hoje o principal parceiro comercial do Estado em transporte fluvial.

JSchmaedecke explica que a Argentina começa a colher soja entre maio e abril, enquanto que no Brasil a colheita ocorre nos primeiros meses do ano, o que gera a demanda pelo grão. "Eles utilizam a nossa soja para começar a fazer negócios e produzir, além disso o produto brasileiro tem mais proteína e com a importação eles conseguem dar um bland na deles".

A FV Cereais faz negócios via Porto Murtinho há três anos e o Diretor Comercial, Peter Ferter, afirma que a nova rota para escoar a produção já tem influenciado no preço dos grãos da região. “Os municípios para baixo da Serra da Bodoquena, que formam a nova fronteira agrícola do Estado, estão notando aumento nos preços. Em Bonito, por exemplo, a soja que valia R$ 2 a menos que em Dourados, já é cotada em R$ 1 a mais”.

A FV Cereais está investindo R$ 50 milhões na construção de um porto no município, que terá capacidade estática para armazenar 30 mil toneladas e fluxo de 800 toneladas/hora. "Exportamos 180 mil toneladas em 2018 por Porto Murtinho e em 2019 já estamos em 130 mil toneladas negociadas. Nossos gargalos logísticos são grandes e os investimentos na exportação fluvial vêm para desafogar destinos importantes, além de gerar economia e mais rentabilidade para os produtores", afirma o Diretor Comercial, Peter Ferter.

Para o Governo do Estado o cenário favorável ao agronegócio confirma a tendência mundial: a hidrovia barateia o custo Brasil. A atratividade do Rio Paraguai para os grãos gerou um ganho aos produtores rural. “A saída via Porto Murtinho permite que as empresas de trade paguem hoje até R$ 2,00 a mais por saca em função da redução desse custo logístico. A ideia sempre foi essa e Porto Murtinho nos mostrou isso”, avaliou Jaime Verruck, secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar.

Fonte: Agro Agência

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