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SUPER SAFRA

Colheita do milho safrinha chega aos 92% em Mato Grosso do Sul e confirma números históricos

Produção estadual é estimada em 11,4 milhões de toneladas. Aumento de 16% na área de cultivo foi determinante para resultado

20 agosto 2019 - 11h31Por Agência Rural

Um avanço que nem mesmo os agricultores esperavam. A produção do milho de inverno, nesta safra, superou em muito a estimativa inicial de 9,5 milhões de toneladas. Porém, com o avanço da colheita e o fechamento das planilhas, técnicos que fazem o levantamento para o Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio, da Famasul e Aprosoja, logo perceberam que os números iriam decolar. 

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A nova estimativa do Siga trás uma produção de 11,4 milhões de toneladas. Esse volume coloca Mato Grosso do Sul em 3° lugar na produção nacional, atrás apenas do Paraná (13,6 milhões) e Mato Grosso (31,1 milhões), segundo a Conab. O crescimento da produção se deu em virtude do aumento de área. " Tivemos um aumento de área superior a 16%, chegando a 2,1 milhões de hectares plantados. É uma excelente produção, apesar de a produtividade não ter sido das melhores", comenta Juliano Schmaedeck, presidente da Aprosoja-MS.

Nesta semana a colheita do cereal chegou aos 92% da área, com o tempo firme ajudando o trabalho das máquinas. Em poucos dias o serviço de campo ja estará concluído. "Foi um ano diferente, começamos a plantar mais cedo, devido a uma seca em dezembro e janeiro - e esses milhos não foram tão bons. Logo em seguida, as lavouras semeadas em fevereiro se desenvolveram muito bem, mas, as áreas plantadas a partir de março sofreram com falta de chuva e geadas", lembra Schmaedeck.


Mesmo a super produção as cotações do milho se mantiveram elevadas durante todo o período de colheita na comparação com o mesmo período do ano passado. A saca de 60kg é negociada a R$ 28,00, cerca de R$ 10,00 mais valorizada do que um ano atrás. Para o presidente da Aprosoja-MS, o produtor precisa ficar atento aos sinais do mercado, uma vez que não se sabe por quanto tempo os valores devem permanecer com boa remuneração. "O agricultor deve analisar o seu fluxo de caixa e aproveitar os bons momentos para cravar sua venda", finaliza.

Segundo corretores de grãos ouvidos pela Agência Rural, o aquecimento do mercado interno, que demandou mais milho para a fabricação de ração animal e o aumento das exportações são fatores que contribuíram para a manutenção das cotações em alta.

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