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ANÁLISE CEPEA

Volume exportado cresce no 1º semestre, mas queda no preço reduz faturamento

Nos primeiros seis meses deste ano, as exportações de produtos do agronegócio renderam US$ 47,8 bilhões

15 agosto 2019 - 14h13Por Esalq/Cepea-Usp*

O maior volume de algodão, milho, carnes em geral, café, etanol e frutas exportado no primeiro semestre de 2019 garantiu crescimento de quase 4% na quantidade total de produtos embarcados pelo agronegócio nacional frente ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

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O faturamento com as vendas, no entanto, caiu. Nos primeiros seis meses deste ano, as exportações de produtos do agronegócio renderam US$ 47,8 bilhões, queda de 2,7% em relação ao mesmo período de 2018. Esse resultado, segundo pesquisadores do Cepea, esteve atrelado à baixa de 8,5% nos preços em dólares recebidos pelos exportadores. Em Real, o faturamento externo do agronegócio caiu mais de 11%, devido ao recuo dos preços em dólar e à valorização de 5,7% do Real.

Boa parte dos produtos exportados pelo agronegócio brasileiro apresentou alta nas vendas no primeiro semestre de 2019 quando comparado ao mesmo período de 2018. Segundo dados do Cepea, foram observados crescimento nos embarques de algodão em pluma (125%); milho (78%); café (42%); das carnes, bovina (25%), suína (24%) e aves (9%); do etanol (23%); madeira (1%) e celulose (56%). Já os produtos do complexo da soja, suco de laranja e açúcar registraram queda nos embarques reduzidos.

O salto no volume exportado de algodão resulta de aumentos importantes de produção no Brasil, em razão de crescimento nos preços internacionais nos últimos anos. Em 2019, o mercado firme foi reforçado pelas importações da China, no rescaldo do confronto comercial entre esse país e os EUA. Para o milho, as exportações continuam em expansão em 2019, puxada por uma demanda externa firme e pela boa produção doméstica. As carnes em geral – bovina, suína e de aves – têm mantido bom desempenho, ajudado pela redução na produção chinesa, onde os episódios de Peste Suína Africana (PSA) têm impactado negativamente a produção. Já o café manteve suas vendas externas em expansão em 2019, mas a preços menores: a boa safra mundial não tem permitido a recuperação de preços da commodity.

A China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com participação de mais de 33% do faturamento em dólares, seguida por países da Zona do Euro (16,2%) e dos Estados Unidos (7,4%). A demanda chinesa continuou concentrada nos produtos do grupo cereais/leguminosas/oleaginosas, que ficou com mais de 70% das exportações brasileiras no primeiro semestre. Outro produto importante é a carne bovina: do total da proteína brasileira exportada no período, mais de 30% tiveram a China como destino; considerando-se China e Hong Kong, o percentual se eleva para mais de 50%.   

Embora a quantidade exportada possa continuar crescendo no segundo semestre de 2019, não há expectativas de aumento dos preços, devido à boa oferta internacional dos principais produtos agrícolas. Além disso, diante da nova reconfiguração da política comercial brasileira, o País poderá obter ganhos de comércio; no entanto, é pouco provável que esses resultados sejam imediatos e, desse modo, o faturamento em dólar do setor pode ficar abaixo do recorde atingido em 2018. Além disso, mais um fator de incerteza para o segundo semestre é o recrudescimento das relações comerciais entre China e Estados Unidos.

*Conteúdo: Cepea/Esalq-Usp

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