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ECONOMIA

Multinacional de fertilizantes começa a produzir em Minas

As obras do empreendimento estão na etapa final, com o trabalho de 3,5 mil pessoas na construção

12 setembro 2019 - 15h05Por FAEMG*

A multinacional norueguesa Yara, fornecedora de fertilizantes fosfatados e nutrientes para plantas, iniciou a extração e beneficiamento de rochas fosfáticas, além da produção de concentrado, matéria-prima para fertilizantes, em Serra do Salitre, no Alto Paranaíba. As operações consistem na primeira etapa do projeto da companhia em Minas de erguer um complexo mínero-industrial, orçado em R$ 2,6 bilhões, com previsão de entrada em funcionamento em meados do ano que vem. As obras do empreendimento estão na etapa final, com o trabalho de 3,5 mil pessoas na construção.

Como informou ao Estado de Minas o presidente da Yara Brasil, Lair Hanzen, o planejamento é produzir no complexo 1 milhão de toneladas de fósforo por ano a partir do segundo semestre de 2020, gerando 1,2 mil empregos permanentes. O executivo destaca que o Brasil é o país que mais cresce em consumo de fertilizantes e ainda há muito espaço para expansão da demanda, já que mais de 70% dessas necessidades são supridas pelas importações.

“Minas responde por 10% a 12% do que é produzido no Brasil e com Salitre vai dobrar esse patamar”, afirma Lair Hanzen, ao ressaltar parcerias firmadas com universidades mineiras e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no desenvolvimento de tecnologias e novos produtos de acordo com cada cultura, “sem deixar de lado a preservação ambiental e as questões sociais nas comunidades onde a empresa atua”. A produção do complexo de Minas (CMISS) abastecerá também a unidade de produção da Yara localizada em Paulínia (SP).

Após o término das obras da planta química do complexo mínero-industrial, o empreendimento entrará nas fases de pré-operação e pelas operações assistida e comercial. O empreendimento compreende uma barragem de rejeitos e duas de água, que, segundo a companhia, foram construídas com técnicas avançadas de engenharia e sujeitas à auditagem de empresas independentes especializadas em medição de níveis de segurança e estabilidade.

A auditagem será feita duas vezes por ano. “Todos os projetos da unidade foram auditados por empresas externas independentes, que atestaram sua adequação técnica e estabilidade, e aprovados por todos os órgãos competentes”, afirma.

De acordo com o presidente da Yara Brasil, o investimento em Minas é um dos maiores em andamento no Brasil e vai permitir à companhia dobrar sua capacidade de produção de fertilizantes. “O projeto permite ao país substituir a importação de 400 mil toneladas por ano do composto químico P2O5, reduzindo assim a dependência de importações e o déficit da balança comercial do setor”, afirma.

CONTRATAÇÕES

As capacidades de produção previstas nas áreas de mineração e processo industrial do complexo de Serra do Salitre somam 1,2 milhão de toneladas de concentrado fosfático por ano; 1 milhão de toneladas/ano de ácido sulfúrico; 250 mil toneladas/ano de ácido fosfórico e 950 mil toneladas/ano de fertilizantes granulados. Como parte do projeto, a companhia está investindo na formação de mão de obra local, por meio de convênios feitos com vários órgãos, como prefeituras municipais da região, secretarias de Educação e Desenvolvimento Social, e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Ao todo, 189 profissionais, sendo 162 de Serra do Salitre e 27 de Cruzeiro da Fortaleza estão em fase de conclusão do curso de capacitação de operador de planta química. A iniciativa visa à capacitação de operadores que serão encaminhados para o processo seletivo da planta química do complexo mínero-industrial. Em outra frente, a companhia desenvolve um programa de desenvolvimento de fornecedores locais. Das primeiras oficinas abertas no ano passado com esse objetivo, mais de 70 empreendedores e representantes de empresas de Serra do Salitre e região participaram.

Fundada na Noruega em 1905, a Yara mantém operações em mais de 60 países, emprega 17 mil pessoas e obteve receita de US$ 12,9 bilhões em 2018. Atua no Brasil desde a década de 1970, com unidades industriais, de mistura e distribuição nos principais polos agrícolas do país, contando com cerca de 7 mil trabalhadores.

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*Fonte:Faemg
 

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