Menu
Busca sexta, 24 de setembro de 2021
(67) 99874-0557
Campanha Fendt última semana de Setembro
AGRICULTURA FAMILIAR

Brasil apresenta programa de incentivo à bioeconomia na OCDE

Secretário Fernando Schwanke falou sobre a iniciativa brasileira durante seminário de agricultura familiar em Paris

26 novembro 2019 - 15h34Por MAPA*

A convite da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Fernando Schwanke, apresentou o programa Bioeconomia Brasil – Sociobiodiversidade, nesta terça-feira (26), durante Seminário sobre Agricultura Familiar Brasileira, Pequenas e Médias Empresas e Bioeconomia, realizado na sede do organismo internacional, em Paris, e promovido pelo Green Rio.

continua depois da publicidade
Campanha Fendt última semana de Setembro liderboard
continua depois da publicidade
SENAR-MS  Campanha Prevenção Incêndios 2021

A iniciativa do governo federal brasileiro, que chamou atenção da OCDE, foi lançada este ano pelo Mapa, com o objetivo de envolver agricultores familiares, pequenos produtores rurais, povos e comunidades tradicionais, poder público e o setor empresarial na estruturação de sistemas produtivos baseados no uso sustentável dos recursos da sociobiodiversidade e do extrativismo.

Na apresentação feita para diversos gestores da OCDE, Schwanke destacou que o Brasil é extremamente rico em termos de biodiversidade e recursos naturais, com um grande potencial para o desenvolvimento de negócios sustentáveis, o que permite aumentar a renda das comunidades que dependem dessa diversidade biológica e, sobretudo, atuar fortemente na proteção e conservação de florestas e biomas.

“Para aproveitar melhor esse potencial, de forma adequada e inovadora, lançamos um programa com a proposta de estruturar e valorizar o trabalho de pequenos agricultores, ribeirinhos e extrativistas que vivem da comercialização de produtos da sociobiodiversidade, contribuindo assim para a inclusão social dessas famílias, promovendo a manutenção e valorização de suas práticas e saberes, gerando renda e, o mais importante, com sustentabilidade e manutenção dos recursos naturais”, afirmou.

No mesmo dia, Fernando Schwanke se reuniu com o embaixador Carlos Márcio Cozendey, delegado do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas sediadas em Paris. Entre os temas tratados no encontro, a agricultura no Brasil e as oportunidades de cooperação que podem ser desenvolvidas com a OCDE.

Programa

O programa Bioeconomia Brasil é coordenado pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, em articulação com as demais unidades do Mapa, e conta com o apoio técnico e financeiro de organismos internacionais, fundos e bancos de desenvolvimento, instituições de pesquisa, entidades da sociedade civil organizada, outros ministérios e entidades da federação, além do setor privado.

O programa é dividido em eixos temáticos de atuação que envolvem desde a geração e o aproveitamento econômico e produtivo das fontes de energias renováveis, em especial a solar fotovoltaica, até a conservação da agrobiodivesidade, por meio do reconhecimento de sistemas agrícolas tradicionais, visando a agregação de valor e a manutenção da diversidade genética de sementes e plantas cultivadas.

Outros eixos importantes do programa passam pela promoção do setor das ervas medicinais, aromáticas e condimentares, e dos azeites e chás especiais do Brasil, como também pelo apoio à estruturação de arranjos produtivos e roteiros de integração entorno de produtos e atividades da sociobiodiversidade.

“Entre os nossos objetivos está o de incentivar os processos de produção regionais, como o do açaí, por exemplo, que tem grande potencial de desenvolvimento. Para isso, serão promovidas ações orientadas ao enfrentamento de entraves relacionados a todos os elos da cadeia, desde a coleta e produção até a comercialização”, explicou o secretário.

No âmbito do programa, já foram realizados o 1º Encontro de Bioeconomia e Sociobiodiversidade na Amazônia, em parceria com a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ); Capacitação Sobre Plantas Medicinais e Fitoterápicos em Belém; e Encontros de Oportunidades para Empreendimentos da Agricultura Familiar e Sociobiodiversidade na Paraíba, no Rio de Janeiro e na Bahia.

Sessões

A programação do seminário seguiu com a realização de duas sessões plenárias. Na primeira, “O papel das biotecnologias e da bioeconomia nas políticas nacionais de inovação” foi o tema mediado pela chefe em exercício da Divisão de Pequenas Empresas e Empreendedorismo da OCDE, Lucia Cusmano.

Na ocasião, a coordenadora do Green Rio, Maria Beatriz Costa, apresentou o trabalho que vem sendo realizado pelo evento de economia verde, ao longo de sete anos de existência, em apoio à bioeconomia no Brasil. O diretor europeu do polo de competitividade IAR - Industries & Agro-Ressources (cluster francês de bioeconomia), Christophe Luguel, mostrou exemplos de parcerias bem-sucedidas entre França e Brasil no cenário da economia sustentável.

O tema “Habilitando a bioeconomia com biotecnologias” foi abordado pelo analista de políticas da diretoria para Ciência, Tecnologia e Indústria da OCDE, James Philp, enquanto as iniciativas para inovação de pequenas e médias empresas no Brasil foram abordadas pelo economista e analista político da OCDE, Marco Marchese. As apresentações foram seguidas de debate.

A segunda sessão plenária, mediada pelo chefe da Divisão de Desenvolvimento Regional e Turismo da OCDE, Alain Dupeyras, tratou das “Abordagens de desenvolvimento rural”. A abertura foi realizada pelo chefe da Unidade de Política Regional e Rural da OCDE, José Enrique Garcilazo, que apresentou painel sobre “O quadro da política rural 3.0”. Na sequência, a coordenadora de Cidades e Economia Circular da OCDE, Oriana Romano, falou sobre as boas práticas nas políticas da economia circular. 

OCDE

Com sede em Paris, a OCDE é uma organização internacional composta por 36 países membros, que reúne as economias mais avançadas do mundo, bem como alguns países emergentes. Fundada em 14 de dezembro de 1961, tem o objetivo de promover “políticas melhores para vidas melhores”, com foco no desenvolvimento da governança global por meio da promoção do diálogo, da identificação de boas práticas internacionais e de solução para problemas comuns nas mais diversas áreas de políticas públicas.

De acordo com a OCDE, a bioeconomia movimenta no mercado mundial 2 trilhões de Euros e gera cerca de 22 milhões de empregos. Estudos da organização apontam que a bioeconomia responderá, até 2030, por 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) dos seus países membros, percentual que poderá ser ainda maior em países como o Brasil, que dispõe de grande biodiversidade e políticas públicas para fortalecer as cadeias produtivas que utilizam os recursos naturais de forma sustentável e consciente. 

*Fonte: MAPA

Deixe seu Comentário

Leia Também

MERCADO DA SOJA
Saca da soja acumula valorização de 13% em 12 meses, em MS
MANEJO APÍCOLA
A exemplo das abelhas, gestão e logística são essenciais na multiplicação dos enxames
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
Cientistas combinam imagens multiespectrais com raios X para analisar sementes
GESTÃO DE RISCOS
Guia virtual orienta produtores sobre o funcionamento do seguro rural
MERCADO FINANCEIRO
Bolsa cai pelo segundo dia e perde 2,48% em agosto
CRÉDITO FUNDIÁRIO
Prazo para análise de financiamento de imóvel para agricultores familiares diminui para seis meses
ANÁLISE CEPEA
Dados oficiais do IBGE confirmam baixa oferta de animais para abate
ECONOMIA
MS tem crescimento populacional acima da média nacional, com agronegócio impulsionando interior
ARMAZENAMENTO
Conab tem 150 imóveis qualificados no PPI; Hortomercados do RJ estão incluídos
PERSPECTIVAS
Conab estima produção total de 289,6 milhões de toneladas de grãos para safra 2021/22