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Alta produção de proteína por área e demanda por consumo são atrativos da piscicultura em MS

Consultoria do Senar/MS dá dicas de como entrar na atividade e ter resultados

06 setembro 2019 - 10h13Por Famasul*

Tilápia, Pacu e Pintado. Com certeza você já ouviu falar nesses nomes. As três espécies de peixes estão entre as mais produzidas em Mato Grosso do Sul. O motivo: características no cultivo e a demanda de consumo interno e para exportação. Piscicultura é o tema da semana e você confere tudo que o Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural oferece gratuitamente na editoria Educação no Campo.

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 A alta produção de proteína por área é um atrativo na piscicultura. O rápido crescimento, boa resistência para manejos, no caso da Tilápia ou, a maior aquisição de peso durante a safra, como no caso dos peixes redondos, o Pacu e o Pintado, por exemplo, além do sabor muito apreciado na gastronomia, são fatores que traz mais produtores para esta cadeia produtiva.  “Em um hectare é possível produzir oito toneladas de peixes além de aproveitar a água utilizada na criação para irrigar áreas com outras culturas”, explica o coordenador do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em piscicultura, André Nunes. 

Outras espécies como Catfish, Piraputanga, Curimba e Piau também estão na lista de ‘populares’ no estado, mas em regiões específicas. 

Nunes dá algumas dicas para quem pretende iniciar na atividade. “O produtor que deseja iniciar na piscicultura deve trabalhar com somente uma espécie e de preferência mais resistente e de fácil manejo, como o Pacu, mais fácil de manejar, alimentar e de vender também. Após o período de experiência, o produtor pode incluir outras espécies, como o pintado. O ideal é planejar a venda antes de iniciar o cultivo, procurar industrias e compradores, ou até pesque e pagues, que possam absorver a produção”.

O Senar/MS estimula o comércio com a realização de feiras, onde os produtores que recebem a consultoria da ATeG podem vender parte da produção. “Para expor seus produtos, os piscicultores se aproximam das industrias, que realizam o abate e a inspeção. Os produtores comercializam os peixes para a indústria também, aumentam o poder de negociação e estimula o aumento do consumo desta proteína na região onde a ação acontece”, comenta. 
 
A gestão é uma das ferramentas oferecidas pela ATeG. De acordo com os técnicos, o ideal é fazer um plano de negócios. Verificar qual a produção ideal de peixe para a propriedade. Outro cuidado é quanto aos piscicultores da bacia hidrográfica do Paraguai, ou na região do pantanal, que devem ter é de cultivar apenas peixes nativos”. 

No portfólio de capacitações do Senar/MS tem ainda os cursos de Formação Profissional Rural na cadeia de piscicultura, entre eles ‘Implantação e Manejo Básico de Piscicultura’, ‘Piscicultura Avançada’ e ‘Gestão Econômica e Comercialização’, assim como outros em gestão, processos e segurança no trabalho. 

*Fonte: Famasul

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