Menu
Busca sexta, 18 de junho de 2021
(67) 99874-0557
Programa de fidelização banner 03
ARTIGO

Agrotóxicos: “A verdade sobre o que produzimos”

A narrativa que envolve a agricultura brasileira precisa ser aprofundada

26 julho 2019 - 16h40Por FPA*

Por Alceu Moreira, deputado federal (MDB/RS) e presidente da Frente Parlamentar Agropecuária no Congresso Nacional

continua depois da publicidade
JA Training

Na última semana a Anvisa aprovou o novo marco de classificação toxicológica de defensivos – conhecidos popularmente como agrotóxicos ou agroquímicos. A medida foi tema de debate na imprensa e nas rodas de conversa. Pela complexidade do assunto é necessário que se façam alguns esclarecimentos.

A medida atende uma orientação da ONU implementada completa ou parcialmente em 65 países num processo de 1992, em que a Europa concluiu há apenas dois anos. Ele não interfere diretamente no comércio ou liberação de produtos, que continuam com o mesmo rigor. O marco busca facilitar o entendimento dos agricultores na hora da leitura do rótulo, evitando assim contaminações ou usos indevidos. Mesmo assim somos tratados como se estivéssemos na contramão do mundo e dispostos a envenenar as pessoas.

Cumprimos as mais rigorosas exigências de quase 200 países. Ou estariam envenenando suas populações alguns dos nossos principais compradores, como União Europeia, EUA e Ásia? Evidente que não. No ano passado exportamos mais de US$ 100 bilhões.

Não somos o país com o maior consumo de defensivos se relacionado à densidade populacional e sequer estamos entre os dez em proporção às áreas cultivadas. E temos o clima tropical, que permite plantar e colher o ano todo, não contando com o frio para combater as pragas. Por isso se fazem necessárias moléculas modernas que demandam aplicação menor, garantindo segurança alimentar e ecológica. Até porque tal como no remédio, a eficácia é definida pelo emprego correto do receituário.

Os exemplos ilustram que a narrativa que envolve a agricultura brasileira precisa ser aprofundada. Não podemos servir como instrumento de forças externas que na verdade são nossos concorrentes e tentam interferir para reduzir nossa capacidade produtiva. Eles financiam ferramentas para difundir ideias orquestradas sob medida para populações urbanas e sem conhecimento sobre a agropecuária. Somos competitivos pela qualidade de nossos produtos e seremos mais, se, juntos, conseguirmos com que todos saibam a verdade sobre o que produzimos e vendemos mundo afora.

*Fonte: FPA

Deixe seu Comentário

Leia Também

ANÁLISE CEPEA
Com baixa oferta de animais em peso de abate, preço do suíno vivo sobe
SUA LAVOURA MERECE!
Com 517 cv, Fendt 1000 Vario esbanja tecnologia e é considerado o maior trator monobloco do mundo
BIOTECNOLOGIA
Região Sul-Fronteira de MS é a que mais se dedica ao manejo biológico da soja
70 ANOS!
Eduardo Riedel confirma apresentação nos 70 anos do SRCG
ANÁLISE CEPEA
Alta externa eleva movimentação de soja nos portos brasileiros
MADEIRA
Com grande reserva de madeira, MS tem potencial de exportação para gigantes da celulose
RECURSOS HÍDRICOS
MS mantém destaque nacional no cumprimento de metas da ANA na gestão de recursos hídricos
ENERGIA
Semagro entrega licença de operação para usina inédita movida a biomassa de eucaliptos
TECNOLOGIA
Sem tratamento antifúngico adequado, pecuarista pode perder até um terço da silagem
ECONOMIA
Valor da Produção Agropecuária de 2021 deve ser 12,4% maior que o do ano passado