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SECA

Estiagem prolongada reduz estimativa de produção da soja na safra 21/22, em MS

Dados da associação dos produtores revelam que 26% das lavouras estão em situação ruim. Área equivale a 970 mil hectares

11 janeiro 2022 - 10h00Por * Pantanal Agrícola

Quando os agricultores de Mato Grosso do Sul semeavam a soja, em 2021, os campos verdes sinalizavam expectativa de safra cheia. Mas, as previsões levantadas, ainda em dezembro pela meteorologia, infelizmente se concretizaram. Naquele mês, o meteorologista Natálio Abrahão alertou que poderíamos passar os meses seguintes com falta chuva. E aconteceu, foram 18 dias consecutivos sem precipitações no último mês do ano.

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A estiagem que já dura várias semanas, em muitos municípios produtores de soja da região sul, fez a Aprosoja revisar para baixo os números da safra. O novo levantamento, divulgado nessa segunda-feira (10), revela que 26% das lavouras se encontram em estado ruim. Área equivalente a 970 mil hectares. Com isso, estimativa de produtividade para a safra 2021/22, passou de 56,38 sacas por hectare, para 53,69 sacas por hectare.

Os números representam uma retração de 14,56% em relação a safra passada, quando os produtores colheram 62,84 sacas por hectare. “Viemos de uma segunda safra de milho bastante conturbada, em que o produtor sentiu bastante no bolso e agora, infelizmente mais uma notícia negativa. O impacto foi muito grande nas regiões sul, sul-fronteira, sudoeste e sudeste, enquanto a região norte, oeste, centro e nordeste estão em uma situação mais confortável”, explicou o presidente da Aprosoja/MS, André Dobashi, em nota divulgada à imprensa.

Com a queda no rendimento médio, a produção estimada também foi revisada. Passou de 12.7 milhões de toneladas para 12.1 milhões, com uma redução de 8,58% em relação à safra passada.

Meteorologia previu problemas com a safra de soja

Pelo menos dois fenômenos são apontados como possível causa da estiagem, em MS

No prognóstico para o verão, os modelos indicavam que haveria chuvas irregulares e mal distribuídas, com tendência de prejuízos na safra de soja - principalmente no centro-sul do estado. "É provável que haverá queda na produtividade de grãos", diz o documento elaborado pelo meteorologista Natálio Abrahão.

"Só em dezembro, tivemos 18 dias consecutivos sem chuva", lembra Natálio. Segundo ele, essa situação de seca ocorre por causa de dois fenômenos.  O primeiro é a atividade de La Niña -  que causa o resfriamento das águas do oceano pacífico e impede a circulação de umidade no centro do continente. O segundo fenômeno são as chamadas Oscilações de Madden e Julian - um padrão de fluxos de ventos que dão sinais de que vai ou não faltar chuva em determinada região do planeta. "Quando esse fenômeno começou a dar sinais, indicava que teríamos muita chuva no nordeste do país - coisa que não é muito comum. Também indicava seca pra nós. É um fenômeno que leva em torno de quarenta dias para se manifestar e outros quarenta para encerrar", explica Natálio abrahão.

Calor excessivo nos próximos dias

Modelos indicam que Mato Grosso do Sul e todo o sul do país estarão sob a influência de uma massa de ar quente, com grande variação de temperatura. Análises do meteorologista Natálio abrahão, indicam que a onda de calor pode significar um alerta muito sério, devido aos valores que devem  ultrapassar a marca dos 42 graus. A massa de ar quente, sem precedentes, segundo Abrahão, deve atingir MS entre os  dias 15 e 17 de janeiro. 

* Conteúdo: Pantanal Agrícola

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